Na última reunião da Câmara e quando se discutia o projecto de Regulamento de Venda Ambulante, um dos mais “dedicados” colaboradores do presidente (a que chamamos funcionário da Câmara, mas que fomos logo elucidados de que era do Ministério da Educação) cometeu um erro grosseiro e confundiu o verbo dialogar com o verbo arrebanhar.
Há muitos meses que os vendedores ambulantes, em Paredes, correm desesperadamente para a Câmara, na esperança de obterem uma licença e, desse modo, sentirem tranquilidade e segurança na actividade que desenvolvem.
Sim, tranquilidade, porque a dita licença coloca-os a coberto de eventuais aborrecimentos com as actividades económicas, ou mesmo as autoridades policiais. Segurança, porque desenvolvem uma actividade que garante o sustento da sua família e, estar legalmente autorizado, faz toda a diferença.
O “dilecto” colaborador do presidente da Câmara – que é funcionário do Ministério da Educação, mas está ao serviço desta – “nomeado” para coordenar o numeroso grupo de trabalho (?), que tinha a missão de elaborar o dito projecto de regulamento, de cada vez que era confrontado com a ausência de licenças, invocava um Decreto-Lei que estaria para sair e que iria alterar as regras que estavam em vigor.
Mas, estranhamente (um amigo meu diria, com graça, que se tratava de um “de repentemente”) e sem que tivesse sido produzida nova lei, o executivo da Câmara foi surpreendido – os socialistas, quero dizer – com um projecto de regulamento.
Quando um de nós, Alexandre Almeida, que tinha reunido várias vezes com os cidadãos que exercem a actividade de vendedor ambulante e que, por isso, conhece bem os seus anseios e expectativas, interveio e pediu esclarecimentos, especialmente sobre o horário de funcionamento e a localização de roulotes, o referido funcionário, em vez de responder às questões, de cabeça baixa, mas voz audível, disse que o P.S. tinha “arrebanhado” as pessoas que assistiam à reunião de Câmara.
O “Curiosidades”, desta vez, ficou com uma preocupação reforçada. Há um agente do Ministério da Educação a confundir a conjugação do verbo dialogar/arrebanhar e, também a certeza de que andaram a enganar-nos, porque, afinal, o problema não era uma nova Lei … o problema era mesmo vontade de mudar horários e o lugar de alguns vendedores!
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