A REPÚBLICA DE … CELSO FERREIRA!


MOMENTOS REVELADORES

A última assembleia municipal de Paredes foi absolutamente reveladora. Celso Ferreira afirmou que a República (portuguesa, claro) não tem crédito, mas … a sua, tem!
A avaliar pelas Contas da Câmara de Paredes, é fácil perceber a barafunda que vai na sua cabeça e a “confusão” que faz entre ter, ou não, acesso ao crédito e a eventualidade deste poder ficar mais caro ou mais barato.
Mas, esta não foi a única revelação. O PSD local assume, finalmente, o “divórcio” com o PSD distrital e nacional. Enquanto estes defendem a reforma administrativa, especialmente nas freguesias, em Paredes o PSD insulta os que percebem que chegou a hora das grandes decisões e, com elas, a necessidade de reduzir a despesa pública.
Sabemos bem que essa coisa de reduzir despesa não é questão que se coloque a Celso Ferreira e ao “seu” PSD. COM ELE, NUM SÓ ANO, O PASSIVO DA CÂMARA SUBIU DE 49 PARA 77 MILHÕES DE EUROS.
O presidente da Câmara de Paredes, em vez de explicar o desvario, a megalomania e o desnorte das Contas da câmara, como seria de esperar de quem cumpre as suas obrigações, usa a brejeirice e o manobrismo para esconder a realidade financeira da autarquia e para insultar os que querem mostrar a verdade aos paredenses.
Na assembleia, o que mais interessava a Celso Ferreira é que se falasse o menos possível de Contas. Fazer comparações com os concelhos que envolvem Paredes, (como Paços de Ferreira, Lousada ou Penafiel), muito menos.
Abordar exaustivamente essas matérias poderia conduzir à constatação de que, afinal, os socialistas tinham absoluta razão, quando falavam da megalomania de Celso Ferreira.
Como ia este social-democrata explicar que tinha imposto a aprovação de um Orçamento de 130 milhões para o ano de 2009, mas só tinha executado um terço, 43 milhões?
Como iria explicar que, por cada 3 obras prometidas, realizou apenas uma?
Apesar de terem dito que as Contas são transparentes e que não mentem às pessoas, como iria ele explicar a inexistência de Contas fiáveis? Sim, por mais estranho que possa parecer, o Revisor Oficial de Contas (ROC), mais uma vez, colocou Reservas e Ênfases às Contas e isso tem um significado: as Contas da Câmara não são fiáveis.
Outra revelação, esta verdadeiramente surpreendente, foi a inopinada consciência de Celso Ferreira de que “quando a asneira é grossa fica mal” e, ainda, que “há comparações intelectualmente desonestas”.
Estaremos perante a confissão de que a sua vida política não passou de mero equívoco? Claro que sim.
Hoje já não há margem para dúvidas. Todos sabem que ele é campeão na asneira grossa e nas comparações intelectualmente desonestas.
Outra das revelações – já muito tentada noutras assembleias – foi a do “aspirante” a líder «de qualquer coisa», que se declarou muito receoso com qualquer reforma administrativa, especialmente porque confunde fusão com eliminação e escolas com sedes de junta de freguesia.
Não sei bem se a causa próxima será a sua enorme ambição – parece estar sempre disponível a mudar de «clube» – ou se tem receio num regresso antecipado à escola. Ao PS não será, porque agora, como disse o “aspirante” a líder «de qualquer coisa», perante a sua nova “família de acolhimento”, este não tem credibilidade!
De uma coisa estamos seguros. Há, evidentemente, mais um seguidor das brejeirices, das meias palavras, das afirmações indecifráveis – que mais parecem ameaças – e que, pelo que pudemos observar, deixaram agoniados (!) muitos dos membros da assembleia municipal.
Mas, nem tudo foi negativo. A assembleia municipal, contrariamente ao habitual, correu com um certo grau de elevação, que consideramos importante e, por isso, aqui deixamos o registo e uma referência positiva.


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